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Pacto pela Integridade e Combate a Corrupção
O Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção vinha sendo articulado desde 2005, mas foi lançado oficialmente no dia 22 de junho de 2006, em São Paulo, durante a Conferência Internacional Ethos. Foi inspirado em experiências bem sucedidas, como os pactos empresariais de combate ao trabalho escravo e o de erradicação do trabalho infantil.

Trata-se de uma iniciativa conjunta das seguintes instituições: Instituto Ethos, Patri Relações Governamentais & Políticas Públicas, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), Fórum Econômico Mundial e Comitê Brasileiro do Pacto Global. Conta, ainda, com o apoio da Agência Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) e da Fundação Ford.

Atualmente, cerca de 500 empresas e 100 instituições são signatárias do pacto, segundo o site Empresa Limpa. Ali é possível encontrar um roteiro com práticas relativas aos compromissos do pacto. E também as notícias mais recentes sobre o tema, além de artigos e pesquisas sobre os danos da corrupção.

Para mobilizar as empresas e a população, campanhas publicitárias foram criadas e encartes especiais veiculados na mídia, mostrando os custos sociais e econômicos da corrupção. Em 2005 executivos e presidentes de empresas discutiram em dois seminários compras públicas, financiamento de campanhas eleitorais, desvios de recursos públicos e publicidade governamental. Legislação, sonegação fiscal e corrupção de agentes públicos junto a pequenas e médias empresas, crime organizado e lavagem de dinheiro também foram temas debatidos. As sugestões para conter a corrupção foram incorporadas à minuta do Pacto como um conjunto de alternativas, diretrizes e procedimentos a serem adotados.

O grupo coordenador constituiu um Conselho de Mobilização e juntos submeteram a minuta a consulta pública. Durante três meses os interessados em sugerir alterações puderam aperfeiçoar o Pacto, ampliando sua legitimidade.
 
Perspectivas de transformação
O texto do Pacto contém alguns dos critérios considerados essenciais nas relações de mercados socialmente responsáveis, consolidados no projeto “Critérios Essenciais de RSE”, que resultou em uma publicação homônima. O combate ininterrupto a práticas condenáveis poderá ser adotado pelas empresas como elemento presente em todas as suas relações.
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