A exploração sexual é uma grave violação dos direitos das crianças e adolescentes. Crime previsto em lei, ela ocorre quando adultos utilizam crianças e adolescentes para fins comerciais.
Não há estatísticas específicas sobre o tema até porque ele costuma vir cercado de silêncio e indiferença. A OIT - Organização Internacional do Trabalho estima que 100 mil crianças e adolescentes sejam atingidos pelo problema, o que representa um universo de 2% das 5 milhões de meninas entre 10 e 17 anos que vivem em famílias com até meio salário mínimo de renda mensal per capita, o segmento de público mais vulnerável ao fenômeno.
A principal causa é a pobreza das famílias. Mas outras questões também contribuem para este tipo de violência, como, por exemplo, o abuso sexual, raça/etnia, exposição erótica do corpo da criança e do adolescente pela mídia, a cultura do poder etário quando adultos selecionam parceiras cada vez mais jovens, consumo econômico-social do erotismo infanto-juvenil. O turismo sexual, o tráfico para fins sexuais, envolvimento da população infanto-juvenil com traficantes de drogas também influenciam o quadro.
Na origem do problema, incluem-se ainda entre os fatores de risco a baixa renda das famílias e o desemprego, a desnutrição e a fome, a desestruturação da família, a baixa escolaridade familiar, e as crianças e adolescentes fora da escola.
O Programa Mão Certa é uma ação do Childhood Brasil (Instituto WCF) que visa reunir esforços e mobilizar governos, empresas e organizações de terceiro setor em torno do combate mais eficaz à exploração sexual comercial de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras.
O Instituto Ethos é parceiro estratégico dessa iniciativa, mobilizando e articulando o apoio empresarial e contribuindo para a criação de ferramentas de monitoramento das ações (Pacto Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas rodovias brasileiras e os Indicadores de Acompanhamento do Pacto Empresarial Contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras).